Desde que cheguei, quinta-feira foi o primeiro dia que eu não tinha nada pra fazer! Só que ao invés de aproveitar pra dormir um pouco mais, resolvi ir logo cedo para o campus de Suita da universidade (40 minutos andando) para acessar a internet...
De tarde, o pessoal tinha combinado de fazer um tour pela cidade e eu resolvi ir junto! Fomos em comboio (tipo umas 20 pessoas de todas as regiões do mundo) até a estação de Namba de trem.
Observação 1) quando os japoneses percebem que existem estrangeiros no ambiente deles, eles SEMPRE ficam tentando adivinhar entre si qual o nosso país de origem, mas NUNCA nos abordam para perguntar...
Observação 2) quando nós propositalmente começamos a falar do Brasil pra que eles percebam que somos de lá, é possível ouvir eles falando baixinho: ‘SUGOOOOI’...
Observação 3) quando resolvemos puxar algum papo, eles são muito gente boa... e quando percebem que a gente consegue falar algumas palavras em japonês, eles inevitavelmente dizem: ‘SUGOOOOOOI’, mas num volume mais alto!
Observação 4) crianças são as que esboçam reações mais engraçadas quando vêem gaikokujins (não no meu caso, mas quando ando junto com os brasileiros ou africanos é possível observar tal reação). As criancinhas simplesmente param de fazer o que estão fazendo, ficam meio que paralisadas e começam a nos olhar como se fôssemos ET’s... muito engraçado!
Depois desse parênteses, fomos conhecer então o centro da cidade. Fomos até a Yamada denki (onde algumas pessoas já compraram o denshi jisho) e depois fomos até nippon bashi (local onde tem várias lojas de computador e de anime – foi possível ver nas ruas algumas garotas vestidas de personagem abordando as pessoas que por ali passavam). Foi nesse dia que ficamos perguntando de loja em loja se tinham o tal do adaptador de tomada, pois o meu notebook tem o modelo europeu redondo e aqui no Japão é tudo daquele estilo reto (como a bateria do meu note já tinha ido pro saco, eu estava desesperado pra achar essa birosca!)... Em todas as lojas, eles diziam que este tipo de coisa deveria ser comprado no Brasil e bla bla bla. No finalzinho do dia, quando não estávamos mais nos agüentando em pé, resolvemos parar num 100yen shoppu e, de repente, a Marina começou a dizer do nada: ‘achei, achei!’... meu, a gente ficou tão feliz naquele momento que a gente se abraçou no meio da loja e resolvemos comprar as quatro unidades que estavam na prateleira! Muuuito bom! Hauahaahua...
Foi nesse dia também que nós comemos nosso primeiro takoyaki. Muito bom! =D
Um comentário:
Eu sei o que é se sentir um ET em outras terras... imagine uma nipônica na periferia de um estado onde não tem japoneses... Todos me olhavam e as crianças tbém paravam para me ver e ficavam cochichando... é muito esquisito!
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