segunda-feira, 31 de maio de 2010

2 MESES DE JAPÃO

Pois é minha gente! Parece que foi ontem, mas já se passaram dois meses desde que cheguei na terra do sol nascente! Deixei muita coisa pra trás e devo dizer que sinto muita falta de tudo e de todos! Seja aquele churrasco com amigos, aquele almoço em família, ou simplesmente um abraço ou um telefonema nos momentos de dificuldade.

Mas por outro lado, estou conhecendo muita gente nova, muitos lugares e pessoas de nacionalidades que nunca imaginava conhecer... As diferenças culturais são gritantes e, por causa disso, já presenciei pessoas lavando o pé na pia da cozinha, pessoas rezando todos os dias num certo horário, pessoas que gritam a todo momento, pessoas que não comem carne ou bebida alcoólica por questões religiosas, pessoas folgadas, pessoas envergonhadas, pessoas atenciosas... Enfim, de tudo um pouco!

O balanço que posso tirar desses meus dois primeiros meses é que SIM, está valendo a pena! Enfrentar a dificuldade de comunicação, os micos e a saudade de casa estão valendo muito a pena! Conforme disse a Marina em seu blog, já formamos uma família e isso nos ajuda muito a continuar caminhando! ***pra quem quiser ler o post da Marina, acesse:

http://coresamoreseafins.blogspot.com/2010/05/grande-familia.html

Várias pessoas me perguntam se eu estou adaptado, se já me acostumei ou se vou ficar aqui pra sempre! E a única coisa que posso dizer é: NÃO SEI! Talvez sim, talvez não... o que mais quero agora é aproveitar o momento, conhecer o desconhecido e curtir mais esse país que é muito louco!

Obrigado a todos que lêem o blog (seja em silêncio ou colocando comentários) e obrigado a todos que torcem por mim! Novas aventuras estão sendo vivenciadas! Aguardem novos posts em breve! Abração a todos!





domingo, 30 de maio de 2010

CASA DA CÉLIA

Pra fechar bem o mês, fomos comer num restaurante brasileiro. O Marcelo está escrevendo uma reportagem sobre os nikkeis brasileiros que moram aqui em Osaka e, por isso, estava caçando brasileiros para serem entrevistados. Como ele descobriu esse restaurante brasileiro na cidade de Sakai, ele nos convidou para almoçar por lá enquanto ele tentava abordar algumas pessoas para serem entrevistadas.

Bom, nem preciso falar que a gente comeu muito né... Tinha de tudo: arroz, feijão, churrasco, coxinha, pão de queijo, salada... Nossa, que saudade que eu tava dessas coisas! Ah, a gente estava com tanta fome, que esquecemos de tirar fotos da comida! Mas podem acreditar que comemos tudo isso, ta?

Ah, além do restaurante, tinha uma loja com produtos brasileiros... eu comprei guaraná, chá mate, bolacha Bauducco e tempero sazon... Pra vcs verem como algumas coisas bobas fazem falta quando estamos longe...



NARA (part 2)

Depois disso, a Shimizu-san decidiu me levar até橿原神宮(KASHIHARA JINGU), templo construído em 1889, no local em que acreditam que o primeiro imperador do Japão subiu ao trono. Antes de sair de casa, o marido da Shimizu-san abriu um panfleto com o nome e o rosto de todos os imperadores da história do Japão e tentou me explicar o que representava o templo que estávamos indo e porque ele era famoso... Devo confessar que entendi muito pouco do que ele disse.. mas depois a gente começou a falar sobre o imperador atual, a questão dele só ter uma filha, sucessão do trono, etc...

No video dá pra ver as pessoas jogando moedas e rezando em direção ao templo.... foi aí que eu fiquei me perguntando o por que das pessoas rezarem em um templo que representa o imperador do Japão.. então, eu relacionei que eles acreditam que os imperadores são herdeiros da Deusa Amaterasu que construiu o Japão e, por isso, possuem sangue divino...

Foi aí que eu perguntei pra Shimizu-san sobre as diferenças religiosas e ela me disse que o templo é uma construção xintoísta e que o budismo era uma coisa diferente... pra tentar me explicar a diferença, ela me levou até um templo budista que ficava muito perto da onde a gente estava, cerca de 10 minutos andando... veja uma foto que eu tirei com um Buda ao fundo! (Gente, vale lembrar que eu tirei essas conclusões pelo pouco japonês que eu estava entendendo... se estiver tudo errado, por favor, não me detonem e sejam simpáticos nos comentários hein!)

Pra terminar o dia, elas me levaram até uma loja Shimamura! No Brasil, a Marcelle e o Yu e meu primo Yudi já tinham me falado que as roupas dessa loja eram muito baratas e, por isso, acabei comprando uma blusa de frio. Depois, fomos para um kaitenzushi, voltamos pra casa e fui pegar o trem lá pelas 20hs... cheguei em casa umas 21:30h morto de cansaço... Ah, o marido da Shimizu-san me deu de presente uma caixinha com vários mochis com morango dentro (洋菓子), aí eu distribuí pros brasileiros aqui do ryo... Tava muuuito bom!!!!




NARA (part 1)

Dia 29 eu fiz minha segunda viagem além de Osaka.

Quando ainda estava no Brasil corrigindo lições do Kumon, a Alessandra (aluna de lá) falava que tinha aqui no Japão uma vizinha que adorava estrangeiros e tratava brasileiros nikkeis como se fossem filhos. Foi aí que a Alessandra me passou o número dessa mulher por e pediu que eu entrasse em contato...

E foi assim, que eu mandei um sms e comecei a conversar com a Shimizu-san. Só um comentário: quando você começa a conversar com japoneses nativos, você sente na pele a dificuldade de comunicação... Mandar um sms ou trocar uma mensagem no msn parece ser uma tarefa simples, mas quando você vai fazer isso em outra língua, as coisas podem se tornar extremamente difíceis... Mas é legal, pq vc vai aprendendo a dar os seus jeitinhos... quando a palavra não vem, vc fica pensando em outras formas de falar a mesma coisa, ou arrisca um カタカナ(escrita japonesa dedicada para palavras de origem estrangeira – principalmente de origem americana) pra ver se eles entendem...

Bom, mas deixa eu falar do passeio em si. Depois de trocar sms e falar pelo celular, combinei de ir conhecer a cidade que a Alessandra morou enquanto estava aqui no Japão, que fica na província de Nara. Peguei meu iphone e fui enfrentar os trens japoneses sozinho. Pra quem está acostumado com trens e metrôs que ligam nada a lugar nenhum, precisa ver a eficiência dos trens daqui. Você pode com o trem atravessar o Japão e numa eficiência monster...

Baixei um aplicativo no iphone chamado Jorudan, em que basta você digitar a estação que está e a estação que quer chegar, que ele te dá todas as opções de preço, hora de saída, duração e chegada da viagem. O mais interessante é que quando você não consegue ler os kanjis, vc simplesmente fica comparando o que está escrito no telefone com as placas indicativas, até conseguir chegar no local... Teve uma hora que eu não tive tempo de ficar comparando os kanjis, pq o trem já tava estacionando na plataforma, foi aí que eu tomei coragem e pedi pra uma senhora ler o que estava escrito no iphone e confirmar se o trem que estava na plataforma era o que eu queria tomar... como diriam os japoneses, 便利ですね (isso é prático, né!?)

Bom, chegando lá na estação, a Shimizu-san e a Rie, sua filha, foram me buscar! Conheci a casa e a loja do marido - ele faz mochis (bolinho de arroz) artesanais. Como não tinha almoçado, a Shimizu-san fritou uns mochis e depois misturou com uma farinha bem gostosa (eu não lembro o nome, mas ela disse que a Alessandra adorava esse negócio e comia váaaarios! Hauahauahau). Ah, ela me perguntou como a gente comia mochi aqui no Brasil e ela se assustou quando eu disse que comia com açúcar e shoyu... Pode reparar na foto que ela colocou o shoyu bem separado do açúcar.. aí, quando ela viu que eu misturei tudo, ela fez uma cara meio que de nojo e usou uma expressão japa que não lembro agora... Enfim, olha as diferenças culturais gritando! Hauahaua...