Dia 29 eu fiz minha segunda viagem além de Osaka.
Quando ainda estava no Brasil corrigindo lições do Kumon, a Alessandra (aluna de lá) falava que tinha aqui no Japão uma vizinha que adorava estrangeiros e tratava brasileiros nikkeis como se fossem filhos. Foi aí que a Alessandra me passou o número dessa mulher por e pediu que eu entrasse em contato...
E foi assim, que eu mandei um sms e comecei a conversar com a Shimizu-san. Só um comentário: quando você começa a conversar com japoneses nativos, você sente na pele a dificuldade de comunicação... Mandar um sms ou trocar uma mensagem no msn parece ser uma tarefa simples, mas quando você vai fazer isso em outra língua, as coisas podem se tornar extremamente difíceis... Mas é legal, pq vc vai aprendendo a dar os seus jeitinhos... quando a palavra não vem, vc fica pensando em outras formas de falar a mesma coisa, ou arrisca um カタカナ(escrita japonesa dedicada para palavras de origem estrangeira – principalmente de origem americana) pra ver se eles entendem...
Bom, mas deixa eu falar do passeio em si. Depois de trocar sms e falar pelo celular, combinei de ir conhecer a cidade que a Alessandra morou enquanto estava aqui no Japão, que fica na província de Nara. Peguei meu iphone e fui enfrentar os trens japoneses sozinho. Pra quem está acostumado com trens e metrôs que ligam nada a lugar nenhum, precisa ver a eficiência dos trens daqui. Você pode com o trem atravessar o Japão e numa eficiência monster...
Baixei um aplicativo no iphone chamado Jorudan, em que basta você digitar a estação que está e a estação que quer chegar, que ele te dá todas as opções de preço, hora de saída, duração e chegada da viagem. O mais interessante é que quando você não consegue ler os kanjis, vc simplesmente fica comparando o que está escrito no telefone com as placas indicativas, até conseguir chegar no local... Teve uma hora que eu não tive tempo de ficar comparando os kanjis, pq o trem já tava estacionando na plataforma, foi aí que eu tomei coragem e pedi pra uma senhora ler o que estava escrito no iphone e confirmar se o trem que estava na plataforma era o que eu queria tomar... como diriam os japoneses, 便利ですね (isso é prático, né!?)
Bom, chegando lá na estação, a Shimizu-san e a Rie, sua filha, foram me buscar! Conheci a casa e a loja do marido - ele faz mochis (bolinho de arroz) artesanais. Como não tinha almoçado, a Shimizu-san fritou uns mochis e depois misturou com uma farinha bem gostosa (eu não lembro o nome, mas ela disse que a Alessandra adorava esse negócio e comia váaaarios! Hauahauahau). Ah, ela me perguntou como a gente comia mochi aqui no Brasil e ela se assustou quando eu disse que comia com açúcar e shoyu... Pode reparar na foto que ela colocou o shoyu bem separado do açúcar.. aí, quando ela viu que eu misturei tudo, ela fez uma cara meio que de nojo e usou uma expressão japa que não lembro agora... Enfim, olha as diferenças culturais gritando! Hauahaua...
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