segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CASA NOVA – A PROCURA

Não sei se deveria tornar público esse tipo de informação, mas o lance é que eu deixei de morar no confortável alojamento de Minamisenri e me mudei para um apartamento próximo ao campus da universidade.

Se me perguntarem quais foram os motivos para tal mudança, eu diria que eu estava querendo um pouco mais de privacidade (não ter ninguém controlando minha vida, ter meu próprio banheiro, minha própria cozinha), ficar mais próximo da universidade (agora eu consigo chegar até a universidade em apenas 10 minutos), poder receber meus pais em casa (se é que algum dia eles virão me visitar) e claro, me livrar do maldito do meu vizinho, que passava o dia cantando Shakira e ficava gargalhando toda madrugada com as séries americanas que assistia.

Enfim, pensando nos prós e contras, acabei me decidindo pela mudança. Nesse primeiro post eu queria falar um pouco sobre a procura por uma nova casa. A primeira visita a uma imobiliária (不動産 - FUDOUSAN) foi no começo de fevereiro e, como todo serviço no Japão, fui muito bem atendido. Os caras te oferecem chá, explicam vinte mil vezes as partes que você não entende e demonstram ter todo o tempo do mundo para te atender... Sério, todas as vezes que eu fui pra imobiliária, eu não via a hora de terminar logo e ir embora pra casa...

Mas enfim, eu fui a duas imobiliárias diferentes e reparei que o esquema é bem parecido. Você diz o tipo de apartamento que procura, quanto está disposto a pagar, qual localização, etc... Aí ele vai te mostrando algumas opções e você escolhe aquelas que você gostaria de visitar... feito isso, ele te leva de carro até cada local e vai tirando mais informações sobre suas preferências pessoais... o cara me perguntava se eu achava que o tamanho estava bom, se eu me incomodava com o barulho do trem, proximidade da estação, etc.... o interessante é que eles são muito observadores nesse sentido, pois no final, eles usam essas informações pra te ajudar na decisão...

Por exemplo, ele chegou a me dizer: o apartamento x é bom porque é grande, mas tem problemas com a iluminação, o apartamento y é ruim porque fica próximo da linha do trem, mas é mais próximo da universidade... e assim por diante...

Como eu já tive um pouco de experiência com imobiliárias no Brasil, eu posso listar algumas diferenças entre os dois países:

1) Aqui no Japão existe uma taxa de gratidão/recompensa (礼金 – REIKIN). Trata-se de uma quantia definida pelo proprietário do imóvel, como forma de “gratidão” por te deixar morar em sua casa... Nos imóveis que vi, essa quantia varia de zero até uns 200.000 ienes (cerca de R$ 4mil)...

2) Existe uma outra taxa de depósito (敷金 – SHIKIKIN) – quantia também estipulada pelo proprietário que fica como garantia, caso haja algum dano no imóvel. Você pode ou não ter esse dinheiro de volta, dependendo da condição do imóvel no ato da devolução. A maioria dos imóveis que vi não cobravam essa taxa...

3) O ponto positivo do Japão é que você pode reservar o imóvel sem pagar nenhuma taxa por isso. Por exemplo, você pode dizer que entrará no imóvel somente no próximo mês e começar a pagar aluguel a partir do dia que fizer a mudança.. No caso do Brasil, você começa a pagar o aluguel a partir do dia que fecha o contrato, independente do dia que entrar no apartamento.

Bom, abaixo segue algumas fotos dos diferentes imóveis que visitei...



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